sábado, 15 de junho de 2013

A Vida e a Morte de Scott Livelois

Ilustração de Pedro Rocha (Dante Valentine para os mais chegados, como eu)


Tudo estava normal naquela Segunda-feira. Era aula de Botânica, Angiospermas ou algo do tipo, não me lembro direito, afinal eu estava descansando confortavelmente em minha carteira. Sério, estava tendo um sonho ótimo envolvendo a Sandy, uma girafa e uma Ferrari! Hilário! Eu devia estar rindo enquanto dormia... Pelo menos isso justificaria o fato do lazarento do meu professor jogar um pedaço de giz na minha cabeça... Depois disso não dormi mais... Mas também fiz questão de não prestar atenção na aula...
Passados dois terços da aula eu comecei a observar as pessoas na sala. Mais da metade dos meus coleguinhas estava dormindo (confesso que imaginei o professor armado com uma metralhadora atirando toco de giz na cabeça de todo mundo). O resto da turma estava prestando atenção, não na aula obviamente, mas em seus celulares, livros, carrinhos de controle remoto, coelhos, elefantes, baleias, etc. O babaca do professor (sim, guardei rancor por causa do giz) estava falando para as paredes!
Para evitar uma morte lenta e dolorosa por tédio, decidi colocar minha imaginação para trabalhar. Comecei a imaginar a forma mais dolorosa (e mais divertida) para assassinar meu professor. Decidi que um tigre entrando pela porta e comendo o infeliz com garfo e faca era uma ótima opção... Foi nesse momento que notei que algo estava errado... O professor havia se calado e olhava fixamente para a porta. Ele estava pálido e com os olhos esbugalhados. Parecia que ele havia visto a morte em pessoa! No início achei que fosse uma brincadeira, mas ele não movia um músculo sequer.
–Professor? – Uma menina boboca na primeira fila perguntou – O senhor está bem?
Nenhuma resposta. Comecei a me perguntar o que teria acontecido. A garota boboca decidiu se levantar e ir até a estátua que, instantes atrás, era nosso professor. Ela caminhou lentamente, parou ao lado dele e, então, gritou... um grito agudo de horror que parece ter chamado a atenção de todos na sala. Aparentemente, apenas ela e eu tínhamos notado que algo estava errado...
Aos poucos as pessoas começaram a ficar preocupadas e a entrar em pânico, afinal agora eram duas pessoas paralisadas de medo olhando para algo posicionado na porta da sala... O que diabos estava acontecendo ali? Outras pessoas se aventuraram em direção a porta e todas acabaram paralisadas! Que diabos!!
De repente, algo chamou a atenção daqueles que ainda se mexiam. Uma sombra enorme começou a se projetar próxima a porta. Uma sombra diferente de todas as outras que eu já havia visto... Ela parecia ser bem mais que uma simples projeção de um corpo, ela parecia ter uma essência própria! Deuses, que diabos era aquela coisa?

Aos poucos todos os outros foram sendo paralisados exceto... Eu... E enquanto tudo ao meu redor tornava-se monocromático e sem vida, como que se fossem absorvidos por  essa onda negra, eu instintivamente comecei a rezar para todos os deuses que eu conhecia, mas desisti ao escutar uma voz cristalina e quase fantasmagórica dentro da minha cabeça:
– Não adianta rezar agora, Scott. Sua hora chegou e nenhum Deus poderá te salvar do lugar para onde você vai.
E em menos de um segundo tudo ficou escuro e eu desmaiei...
– Scott! - Que diabos? - Scott! – A voz de minha mãe ecoava em minha cabeça – Acorde, Scott!
– Mãe? O que a senhora...? Espera... Eu MORRI? - Ela riu - Para de rir, não tem graça, eu estou morto e... o que você faz aqui? - Já haviam se passado cinco anos desde sua morte, mas eu ainda me lembrava perfeitamente bem daquele sorriso.
– Olhe em volta, Scott. Isso é apenas um sonho.
– Então não é real? Você não está aqui de verdade?
– Para a maioria das pessoas um sonho é apenas um sonho, mas você é diferente, Scott... Você é especial.
- A senhora também é, mãe. Mas o que...
- Não é isso, meu filho.
– Como assim?
– Scott, a primeira coisa que você precisa entender é que eu amei seu pai desde o instante que o conheci. Preciso que você acredite nisso, tudo bem?
– Tudo bem, mãe, eu sei que você o amava.
– Muito bem, a segunda coisa que você precisa entender é que Anjos e Demônios são coisas tão reais quanto eu e você. Eles vagam pela Terra levando bondade ou terror e se relacionam com os humanos de todas as formas possíveis. Dito isso, preciso te contar uma coisinha meio que importante...
Ela corou. Espera, um fantasma pode corar? Que bizarro...
– Fala logo, mãe!
– Bom... É que você é... Filho de um anjo...
Fui forçado a levantar uma sombrancelha para evdenciar minha confusão.
- Como é? Pode repetir?
- Seu pai é muito mais que um humano normal, ele é de uma natureza celestial inominável.
Uau, que golpe. Bom, não sei como você reagiria ao descobrir que é filho de um ser celestial e não de um corretor de imóveis como te disseram sua vida toda. Mas em toda a minha natureza de overreacting eu acho que eu gritaria, brigaria, choraria e mandaria alguém para o quintos dos infernos, mas diante da atual conjuntura o meu dia estava sendo muita coisa e normal não era uma delas, então apenas fiquei boquiaberto.
– Eu sei que isso é muito, meu filho. - Jura? Qual a próxima? Você não é minha mãe e eu sou filho de uma alienígena ou coisa do tipo?- Mas isso te torna alguém muito importante. Você precisa entender que eles estão atrás de você! Você precisa escolher sabiamente. Use seus poderes para se proteger!
– Que poderes? Do que você está falando? Que lugar é ess...Ai!
Rapidamente aquela cena foi se desfazendo ao passo que a dor na minha cabeça aumentava. Naqueles últimos instantes com minha mãe pude apenas reconhecer as palavras “Eu te amo” antes dela sumir completamente e eu acordar...
Sério, minha cabeça doía horrores. Se você nunca foi agredido com um taco de beisebol, aproveite a sua sorte, pois posso garantir que é horrível. Merda! E que sonho foi aquele? Foi mesmo um sonho? Pareceu tão real...
– Então, Scott, onde é que você está? – Falar sozinho sempre me ajudava a pensar com clareza – Chão de pedra, grades de met... Ah! Que maravilha! É uma cela! Sempre quis ficar preso numa cela!
Bom, isso meio que era verdade, mas dadas as circunstâncias, decidi fazer algo um pouco mais racional: gritar feito uma garotinha pedindo para alguém me tirar dali... Que diabos eu estava pensando? Que o Batman ia brotar ali para me salvar? Se bem que isso teria sido bem legal! No entanto, o único cara que apareceu não era bem do tipo herói mascarado... Ele estava mais pra carrasco mesmo...
– Cala a boca, anjinho!
Já estava me preparando para mandar o cara para um lugar indecente, então olhei para ele direito. Mais de dois metros, corpo musculoso... Devia pesar pra lá dos 150 quilos... Usava uma máscara preta que cobria todo o rosto exceto os olhos... PUTA.QUE.PARIU.DEUS.TODO.PODEROSO.QUE.PORRA.DE.OLHOS.ERAM.AQUELES? Os olhos do sujeito eram duas bolas completamente negras! E não, não eram grandes pupilas negras... Era tudo preto mesmo! Que diabos estava acontecendo?
– Assim é bem melhor. Agora anda. – Ele gentilmente me agarrou pela gola e me arrastou para fola da cela – O chefe quer falar com você.
Ótimo! Tudo que eu queria era conhecer o desgraçado responsável por tudo aquilo...
Paramos em frente a uma grande porta de metal. O brutamontes me empurrou, docilmente, para dentro e fechou a porta atrás de mim. A maldita porta rangeu até minha espinha congelar. Olhei em volta e me dei conta que estava em um grande salão mal iluminado. Estava tão escuro que demorei alguns instantes até reconhecer uma silhueta a alguns metros de mim.
– Aproxime-se, Scott. – Disse uma voz de robô que ecoava por todo o salão. Impossível de levar a sério.
Ótimo! Fui sequestrado por uma seita de robôs do futuro! Será que eu ainda estava sonhando? Por alguma razão estúpida, decidi me aproximar da tal silhueta. Quando cheguei perto o bastante, decidi olhar para outro lugar além do chão de mármore... Foi como olhar para um espelho...
– Finalmente nos conhecemos, Scott! Esperei longos dezesseis anos para isso! - Disse ele abrindo os braços e descendo uma escadaria invisível naquela escuridão.
Maravilha! Não bastava eu ter sido sequestrado e agredido, meu sequestrador tinha que ser um maníaco com voz de robô que era uma cópia cuspida e escarrada de mim mesmo. Repito, maravilha!
– Quem diabos é você? – Acho que soei mais corajoso do que eu era, mas estava revoltado.
– Curiosa escolha de palavras...
Você já ouviu um robô tendo uma crise de riso? Se não, sorte sua... É medonho! Ok, mereço ser parabenizado por ter conseguido segurar a minha risada, aquela voz era ridícula!
– Vai dizer que você é o Capeta? Sério?
– Não diga bobagens, Scott, eu não sou Lúcifer.
– Então quem é você? O Homem Bicentenário numa roupa estilosa?
– Eu sou sua morte, Scott.
Meu queijo caiu pela segunda vez em menos de cinco minutos. Acho que se o dia continuasse assim eu deixaria de me impressionar com qualquer coisa pro resto da vida.
– Minha o quê?
– Sua morte, você é surdo? Sou seu anjo da morte, se preferir assim.
– Ah, por que não disse logo? Agora estou muito mais tranquilo.
Eu não estava, mas acho que você percebeu a minha ironia. Bom, mas como ficar calmo quando você se encontra frente a frente com um ser todo vestido de preto, com longas asas negras, que apareceram quando ele se revelou um anjo, e um bastão de beisebol?
– Cara, que excentricidade é essa? Qual a do bastão de beisebol? Ok. Que droga de brincadeira é essa? Cadê as câmeras?
– Não é brincadeira, Scott. Sei que sua mãe esclareceu tudo para você, não foi?
– Ela falou a respei... Ei! Como você sabe que sonhei com minha mãe?
– Não foi um sonho, Scott. Tudo o que ela disse é verdade. Você é meio anjo, garoto!
Ele falava isso como se fosse algo divertido...
– Eu não entendo... Como pode não ter sido um sonho? Minha mãe está morta...
– Você já ouviu falar que quando dormimos nossa alma fica livre para vagar entre o mundo dos vivos e o dos mortos? Isso é verdade, mas apenas para aqueles que, como você, possuem poderes divinos.
– De novo essa história de poderes? Mamãe também falou disso... Que poderes seriam esses?
Ele riu... De novo... Risada medonha...
–Pense um pouco, Scott... Você sabe dizer com certeza quando estão mentindo, não é? Você sente quando precisam de sua ajuda, estou certo? E é claro, essa não é a primeira vez que você visita o mundo dos mortos, é?
Deuses! Como ele poderia saber disso tudo? Nem mesmo meu analista sabia disso... Aliás, agora que parei pra pensar vejo que aquele velho imbecil é um inútil, mas isso não vem ao caso. Será que era verdade? Aquele era mesmo meu anjo da morte? Decidi arriscar.
– Vamos supor que eu acredite em você, o que tudo isso significa? E o que diabos era aquela sombra que me atacou no meio da aula?
– Era a sua mãe, Scott. O tempo estava acabando e ela precisava arranjar um jeito de falar com você. - Minha mãe sempre foi um fracasso quando se tratava de ser discreta. Parece que certos hábitos não mudam depois de morrer. - De qualquer forma, isso significa, Scott, que o destino da humanidade está em suas mãos.
Poxa! Ele é bem direto na hora de jogar a responsabilidade do mundo, literalmente, nas suas costas! Filho da puta... Espera, xingar um anjo é heresia? Ah... Dane-se... Já estou ferrado mesmo...
– Você poderia ser um pouco menos vago quanto a isso?
– Há muitos anos foi profetizado que o fruto de uma união proibida teria o poder de salvar ou de destruir a humanidade quando chegasse a hora.
– E você acha que esse “escolhido” seria eu? Eu tenho dezesseis anos e, por mais narcisista que eu possa ser em alguns momentos, eu tenho que admitir que me faltaria a maturidade para tomar uma decisão assim.
– Eu não acho, eu sei que é você, Scott. Você é o fruto da única união entre um anjo e um humano nos últimos mil e quinhentos anos. A profecia é sobre você, mesmo que você seja um maldito adolescente.
– Mais uma vez vamos supor que eu acredito em você. Como, exatamente, eu decidiria isso?
– Escolhendo entre sua vida e sua morte. – Disse uma voz de Darth Vader atrás de mim.
Me virei para ver quem era o dono da voz e adivinha? Outra cópia minha tinha aparecido! Só que ele estava vestido todo de branco e tinha imponentes asas igualmente brancas que espalhavam luz pela sala, sendo mais fácil visualizar minha morte. Os olhos eram completamente brancos, assim como os da minha morte eram negros. E ao invés de um taco de beisebol ele segurava um taco de hóquei! Dava pra isso ficar mais bizarro? Essa modinha excentrica atual está afetando as pessoas mais do que eu imaginava.
– Quem é você?
– Eu sou sua vida, Scott. - Disse ele, ofegante.
Era só o que me faltava! Eu estava me sentindo num desenho do Mickey Mouse... Sabe aqueles em que aparece um anjinho e um diabinho e dão conselhos pra ele? Pois é... Só que eu tinha uma morte e um vida em tamanho real... Enquanto minha mente divagava, iniciou-se o diálogo mais bizarro que já vi na vida! Minha vida falando com minha morte:
– Me admira você, irmãozinho. Aparecer antes da hora não é do seu feitio...
– É como dizem, maninho, vale tudo na guerra.
– Isso é tão baixo...
– Se eu vou competir contra você, preciso pensar como você. Você mesmo me ensinou isso.
– Confesso que estou impressionado.
– Hey! Eu ainda estou aqui... – Decidi entrar naquela conversa louca.
Ambos olharam para mim ao mesmo tempo. Cara, como aquilo foi estranho! Pelo menos eu era de novo o centro das atenções... Não que isso fosse algo bom.
– Agora que tenho sua atenção, será que algum dos dois pode me dizer o que fazer?
– Eu já lhe disse, Scott. – Disse minha vida com sua voz de Darth Vader – Você precisa escolher um de nós.
– Ah, é claro! Como não pensei nisso antes? Mas POR QUÊ?
– Porque é seu destino, Scott. – Respondeu calmamente minha morte com sua vozinha de robô – Você está destinado a ser grandioso, mas nada valeria os sacrifícios e o sofrimento que você causaria...
– Pode parar por aí, maninho! Você conhece as regras! Ele deve fazer a escolha por ele mesmo, sem informações adicionais.
Putz, se isso não é um sonho, que uma coisa fique clara, que raio de situação, viu.
– Mas como posso escolher algo sem saber o que estou escolhendo?
– Mas você sabe, Scott. – Disseram os dois ao mesmo tempo – Você deve escolher entre sua vida e sua morte, Scott Livelois.
– Ah! É claro! Simples assim... Do nada me aparecem dois seres iguais a mim me dizendo que devo escolher entre minha vida e minha morte pra salvar ou destruir a humanidade como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Você definiu muito bem, Scott. – Disseram ambos.
- É que acontece toda tarde com meu vizinho.
Lancei aos dois meu olhar mais irritado e depois passei a ignorá-los. Comecei a pensar. Eu já havia decidido que aquilo não poderia ser um sonho, então era certamente real. No entanto, até aquele momento, quando me vi pressionado a fazer uma escolha que poderia mudar o destino da humanidade, eu não havia sentido medo. Que coisa irracional, fui tragado da minha sala de aula por uma sombra, encontrei minha falecida mãe e depois... isso, e nenhuma emoção se mostrou. Deve ser o choque. Mas naquele instante o medo tomou conta de mim por completo. Pensei em fugir, mas não havia para onde correr. Mesmo a porta por onde eu havia entrado não estava mais lá! Droga!
– Chegou a hora, Scott. – Disse minha morte.
– Você precisa se decidir. – Completou minha vida. Que ótimo, agora eles falam em jogral.
– Decidir assim, no vazio? Sem saber o que acontece depois?
– Sim. – disseram em uníssono.
– Isso é ridículo! Ilógico não chega nem perto de descrever essa situação. Ah, foda-se essa merda, eu escolho minha vida, dane-se.
Uma risada ecoou em todo o cômodo. Minha vida parecia muito feliz, mas aquilo não me pareceu nada, nada bom... Peraí universo, o foda-se não era sério, só saiu da minha boca no calor do momento.
– O que você fez, Scott? Você condenou a todos...
O tom de preocupação da minha morte me deixou meio desesperado...
– Ora, ora, Scott. Não é que você fez a escolha certa? Agora venha comigo. Você tem um planeta para dominar com a ajuda de seus demônios!
– Meus o quê?
– Seus demônios! Você escolheu viver e agora deve enfrentar seu destino! Crescer e tomar o poder. Escravizar os fracos e matar seus inimigos! Tornar o mundo um lugar habitado pelos demônios! É mais do que tempo dos humanos pagarem por sua heresia! Vamos, Scott! Juntos seremos invencíveis!
É... Parece que fiz merda... E das grandes... Mas eu não tinha como saber, tinha? Tudo bem que meu radar natural me avisou que aquele ser branco era perigoso, mas eu estava assustado! Respirei fundo e percebi que era hora de enfrentar meu destino.
– Eu não farei nada disso!
– Você não tem escolha, Scott! – E minha cópia Darth Vader começou a rir... Como aquela risada era irritante. – Não mais...
– Eu sempre tenho uma escolha!
– Você que sabe... Tinha um destino brilhante neste planeta e muito além, mas se não quiser me acompanhar, que seja, você não é mais importante. Boa sorte enfrentando os demônios que você libertou!
E desapareceu no ar.
– Então, morte. Há algo que ainda possa ser feito para corrigir o que eu fiz?
– Existe algo, mas é muito arriscado... Pôxa Scott, não conseguiu captar nada no que eu dizia antes de o meu irmão me cortar?
– Diga e eu farei! Preciso corrigir meu erro a qualquer custo! Mas cá entre nós, esses demôn...
– Cruéis e mortais.
– Foi o que eu pensei... Diga o que devo fazer.
E ele disse...
– Você tá de brincadeira, certo? Como diabos eu vou conseguir isso?
– Olha, Scott, esse caminho você terá que percorrer sozinho. Preciso preparar os anjos para a batalha que se aproxima.

E sumiu, me deixando sozinho naquele quarto escuro. Quem poderia imaginar que em um dia eu ia conseguir condenar o mundo à destruição por tão pouco? Por falar nisso, eu preciso descobrir como parar isso... Mas antes tenho um outro problema em mãos... Como diabos eu saio daqui?

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